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Litoral de SP terá mais negócios e menos veraneio com pré-sal

O litoral de São Paulo deve perder nos próximos anos o perfil de balneário –concentração de turistas em feriados e temporada–, trocar imóveis de veraneio por residências fixas, ver avançar o turismo de negócios e acirrar a disputa entre morador e visitante por bens e serviços.

O pivô é o pré-sal, petróleo achado nas profundezas da bacia de Santos, cuja exploração deve injetar R$ 209 bilhões na região até 2025 –o equivalente ao Orçamento de 150 anos de Santos, a maior cidade da costa paulista.

O cenário é traçado na Avaliação Ambiental Estratégica, um estudo de impacto dos investimentos decorrentes do pré-sal elaborado por uma consultoria contratada pelo governo do Estado.

O “boom” econômico que se avizinha, porém, levará pressão a serviços de saúde e educação e agravará os problemas ambientais e sociais. A população deve saltar dos atuais 2 milhões de pessoas para 2,5 milhões em 2025, expansão de 23%, bem acima da esperada para o país no período, de 9,9%.

Fonte: Folha Online

Epidemia de dengue na Baixada Santista exige cuidados do turista

Mais de 300 mil carros devem descer para a região no feriado de Páscoa

Emerson Ferraz/Prefeitura de Sorocaba
Foto por Emerson Ferraz/Prefeitura de Sorocaba

Guarujá é o município que apresenta o maior número de casos, com 2.979 pessoas contaminadas.
Para evitar o perigo de infecção pela picada do mosquito Aedes aegypti, em especial em regiões litorâneas onde há epidemias, o R7 consultou especialistas que ensinam a tomar alguns cuidados para evitar o contágio.

Cinco cidades da baixada santista estão com epidemia de dengue, com ao menos 6.535 casos confirmados até esta quinta-feira (1º). Nesta mesma região devem chegar entre 180 mil a 318 mil veículos por causa do feriado de Páscoa, segundo a Ecovias (empresa que administra as rodovias Anchieta e Imigrantes).

O município de Guarujá é o que apresenta o maior número de casos, com 2.979, seguido de São Vicente (1.877), Santos (837), Cubatão (199), Praia Grande (379), Bertioga (157), Peruíbe (72), Mongaguá (26) e Itanhaém (9), segundo dados das secretarias municipais de Saúde divulgados nesta semana.

Para o infectologista Renato Grinbaum, da Beneficência Portuguesa, quem estiver em áreas litorâneas deve ter cuidados mais específicos, pois ficará poucos dias na localidade. Por isso, segundo ele, a primeira precaução deve ocorrer na casa onde se pretende passar o feriado.

– Vale usar produtos inseticidas nos ambientes da casa, ter telas nas janelas, tudo para diminuir o número de mosquitos na casa.

Citronela e óleo de amêndoas

Para quem estiver na praia, a preocupação deve ser maior em barzinhos beira-mar ou restaurantes, pois na areia, onde geralmente venta mais, dificilmente o mosquito permanece. Segundo o infectologista, “o inseto prefere locais fechados, por isso uma forma de espantá-lo é usando repelente no corpo”.

Uma boa forma de repelente natural ensinado pelo infectologista Paulo Olzon, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), é misturar a essência de citronela em óleo de amêndoas e passar pelo corpo. A citronela é um repelente natural de insetos, e consequentemente afasta também o Aedes Aegypti.

– É difícil controlar a infestação do mosquito. A única coisa efetiva é usar substâncias repelentes de insetos e há vários materiais no mercado que prometem isso, mas têm pouca efetividade. Um que resolve é a citronela, que pode ser misturada em óleo de amêndoas ou em álcool e passada no corpo para se proteger das picadas.

Uma outra dica do infectologista é ligar o ventilador quando chegar a casa, já que o inseto não consegue sobrevoar áreas com grande ventilação.

Em caso de casas alugadas, se houver focos do mosquito em poças d´água espalhadas ou em garrafas vazias, os especialistas recomendam removê-los o quanto antes.

Fonte: R7.com