Arquivo da categoria: Ecologia

Moradora registra pinguins e tartaruga mortos em praia do litoral sul de SP

Animais apareceram mortos em Itanhaém.
Pesquisadores tentam descobrir a causa das mortes.

Silvana Silva -Internauta, São Paulo, SP


Seis pinguins e uma tartaruga marinha apareceram mortos na praia em Itanhaém (SP)
Seis pinguins e uma tartaruga marinha apareceram mortos na praia (Foto: Silvana Silva/VC no G1)

Estava passeando pela praia de CIbratel em Itanhaém, no litoral sul de São Paulo, quando avistei seis pinguins e uma  tartaruga marinha mortos na beira da praia. Também percebi que tinha manchas pretas pela praia, algo parecido com um cola preta.
Mais de 200 animais marinhos foram encontrados mortos nas areias das praias da Baixada Santista e Litoral Sul de São Paulo entre sexta-feira (16) e sábado (17). Técnicos investigam a causa da mortandade, que pode estar ligada à frente fria associadas a correntes marítimas.

Fonte: G1

Curso de surf gratuito em Itanhaém

O slogan “Surfando nas ondas da sustentabilidade” fez surgir a primeira escola de ensino de surf e educação ambiental do país com aulas gratuítas de surf, ativismo, mobilização e educação socioambiental para jovens de Itanhaém (SP).

O projeto da Escola Ecosurfi (Entidade Ecológica dos Surfistas) faz parte do programa Surf Sustentável iniciado pela entidade no último ano e que constroi a aliança dos surfistas pelo meio ambiente.

A escola traz como ações do projeto político e pedagógico os temas fortes como protagonismo dos surfistas, educomunicação, gestão costeira, cultura surf, consumo e juventude, surf e meio ambiente.

Na perspectiva dos temas fortes para estudo, é possível construir com os alunos o diagnóstico socioambiental da praia por meio da metodologia do Mapeamento Socioambiental Participativo também conhecida como “Green Map” que é utilizada pela entidade.

Esporte e cidadania E quando o assunto são as atividades físicas promovidas pela pratica do surf, o projeto conta com o acompanhamento de profissionais contratados que ministrarão as aulas na praia, com objetivo de promover avaliações periódicas dos alunos, para que seja observado o desenvolvimento da parte muscular e motora de cada participante.

Um dos avanços que a escola busca garantir, é usar da atividade esportiva e socioambiental para melhorar a qualidade de vida de cada aluno e formar cidadãos responsáveis por meio do esporte.

As aulas serão gratuitas e acontecem nas terças e quintas em dois períodos matutinos e vespertinos, no meio da praia dos Sonhos em Itanhaém.

Ecosurfi Neste mês de julho a Ecosurfi completa os seus primeiros 10 anos de fundação, década que brinda a execução de diversos projetos socioambientais realizados pela organização.

Todas as iniciativas que partem da entidade visam o enraizamento de práticas voltadas à proteção do patrimônio ambiental da área costeira por meio da educação ambiental crítica e emancipatória dentro da perspectiva do empoderamento social dos valores que fortalecem praticas sustentáveis.

Entre os projetos de destaque da ONG que é desenvolvida, vale destacar o programa “Surf Sustentável”, os projetos “Rio do Nosso Bairro” e “A Onda é Agua Limpa”, além das ações pontuais como exposições, cursos e palestras e as campanhas “Vamos Limpar o Mundo – Dia Mundial da Limpeza de Rios e Praias” e “Valeu Praia”.

As inscrições podem ser feitas pelos telefones (0xx13) 3426-8138, 9751-0332 ou na sede da Ecosurfi, que fica localizada à rua Maria Deolinda Assunção Salles, 80, Jardim Mosteiro.

Para obter mais informações sobre o projeto, acesse o site Surf Sustentável ou Ecosurfi.org.

População de jararaca-ilhoa despenca

A jararaca-ilhoa poderia estar no melhor dos mundos: vive na ilha deserta de Queimada Grande, no litoral paulista, e não tem predadores. Pesquisadores apontam, porém, que a população da serpente, que tem um dos venenos mais poderosos do mundo, caiu pela metade. Eles afirmam ter fortes indícios de que a causa seja o tráfico desses animais.

Segundo Otavio Marques, biólogo e diretor do Laboratório Especial de Ecologia e Evolução do Instituto Butantan, entre 1995 e 1998 eram encontradas, em média, 46 serpentes (Bothrops insularis) por dia. E, entre 2007 e 2008, o número caiu para 22 serpentes por dia.

04.set.2001/Patrícia Santos/Folha Imagem

Pesquisadores do Butantan dizem que população da serpente, que tem um dos venenos mais poderosos do mundo, caiu pela metade.

As informações estão publicadas na revista “South American Journal of Herpetology”.

A jararaca-ilhoa só existe em Queimada Grande. Como na ilha não há pequenos mamíferos que ela possa capturar, a espécie se adaptou a uma dieta de aves, e desenvolveu um veneno ultratóxico para evitar que o almoço escape.

Pesquisadores vão a Queimada Grande quatro vezes por ano, com patrocínio da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). Ali eles ficam na companhia da jararaca-ilhoa por cinco dias, sempre com um médico a tiracolo e um barco para garantir que chegarão a terra sem demora caso sejam picados.

Nessas viagens, os próprios cientistas já foram abordados por traficantes de animais. Em março deste ano, por exemplo, a aluna de mestrado da USP Karina Kasperoviczus recebeu uma oferta de um homem em São Vicente. “Ele me ofereceu R$ 25 mil para cada exemplar que trouxesse. Disse que ficaríamos ricos”, contou.

Em outra visita, os cientistas foram informados de que dias antes pesquisadores do Butantan com caixas de isopor estiveram em Queimada Grande para coletar serpentes –entretanto, ninguém do instituto tinha ido ao local no período.

Na lista vermelha de ameaçados de extinção, a espécie já consta como “criticamente em perigo”. A estimativa é que haja cerca de 2.000 animais. Para deixar a contagem mais precisa, começam a ser usados métodos como a marcação de animais com microchip.

A Renctas (ONG que combate o tráfico de animais) disse que já recebeu denúncias anônimas de tráfico de jararacas-ilhoas e que alertou o governo, mas nada foi feito. Elas seriam vendidas para colecionadores de répteis na Europa e Ásia. Alguns sites também ofereciam a cobra. “Ela é considerada a jóia da coroa por colecionadores”, disse Dener Giovanini, coordenador-geral da ONG.

Além disso, existe a possibilidade de a espécie interessar a biopiratas. O veneno da jararaca comum (B. jararaca) já originou drogas como o regulador de pressão arterial Captopril. “Eu tenho certeza de que há tráfico. Só não sei se é um grupo organizado”, disse Marques.

Antigamente, a ilha –localizada a cerca de 35 km da costa sul, entre Itanhaém e Peruíbe– tinha moradores que mantinham um farol em funcionamento. Hoje, o local é desabitado e o farol é automático.

Para Marques, é inviável manter um barco monitorando em tempo integral a ilha –os custos são muito altos. Uma das saídas que ele propõe é fazer da área um parque estadual ou federal e incentivar o turismo para mergulho na região. Os turistas poderia intimidar os traficantes.

Outro plano em negociação é instalar em Queimada Grande câmeras que disparam automaticamente quando alguém passa. Giovanini concorda que é preciso de tecnologia para afastar os criminosos, já que o risco de manter pessoas na ilha é grande. Para prevenir a extinção da jararaca-ilhoa, Marques pretende criar a espécie em cativeiro. Mas ainda busca recursos para concretizar a idéia.

Fonte:  Folha de São Paulo
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ambiente/ult10007u462038.shtml

Golfinho famoso ofusca primos em risco no Brasil

O golfinho-rotador, típico de Fernando de Noronha, é o primo rico dos golfinhos brasileiros. Isso acontece por causa do patrocínio que a Petrobras oferece aos estudos com o animal, que não está em situação de risco, desde 2001.
Cientistas afirmam que, enquanto isso, outras espécies de golfinho do país que sofrem ameaças reais, como as toninhas do Sul, acabam ficando de lado.
Apesar de ofuscadas pelo rotador, há dezenas de outras espécies de golfinhos no Brasil.
Leia mais (05/04/2010 – 17h05)